segunda-feira, 23 de maio de 2016

Revolução do 25 de abril de 1974 – Um pouco de história…



Causas da Revolução do 25 de abril de 1974:
Com a substituição de Salazar por Marcello Caetano na chefia do governo, criaram-se algumas espetativas de que a situação ira mudar. No entanto, o governo de Marcello Caetano não fez mais do que dar continuidades às políticas do estado novo: a censura, o partido único, a polícia politica e a guerra colonial. Em 1973, um grupo de militares, descontentes com a guerra colonial, criou um movimento: o MFA (Movimento das Forças Armadas). Este movimento começou a preparar uma revolta para acabar com o estado novo e instaurar um regime democrático em Portugal.

  Preparação da Revolução do 25 de abril

A revolução foi preparada para a madrugada do dia 25 de abril de 1974 e iniciou-se quando, às 0:29 da madrugada, a Rádio Renascença difundiu a música de Zeca Afonso “ Grândola, Vila Morena”. Esta foi a senha para as várias unidades militares, de Norte a Sul do país, envolvidas no golpe, abandonarem os quartéis e avançarem em direção aos locais que deveriam ocupar. As estações de rádio, a televisão, o aeroporto e os ministérios foram rapidamente ocupados pelas forças revolucionárias. O comando das operações foi entregue a Otelo Saraiva de Carvalho.
O primeiro-ministro Marcello Caetano e outros ministros procuraram refúgio no quartel general da GNR, no largo do Carmo, em Lisboa. Este quartel foi cercado pelas tropas do capitão Salgueiro Maia e Marcello Caetano acabou por se render.


A adesão popular à revolução:

A população portuguesa reagiu com entusiamo a esta revolução. Embora aconselhados pela televisão e pelas rádios a permanecerem em suas casas, muitas pessoas se juntaram aos soldados nas ruas distribuindo-lhes alimentos e chegando mesmo a tomar algumas iniciativas como com o cerco à sede da polícia política, PIDE-DGS.
Algumas mulheres começaram a distribuir cravos pelos soldados e rapidamente esta flor se tornou um dos símbolos desta revolução. É por isto que a revolução de abril também é conhecida por Revolução dos Cravos. Embora com grandes manifestações populares, esta foi uma revolução pacífica.


 
André Rodrigues, 6ºF
Daniel Almeida, 6ºF

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