No dia 25 de abril , pelas 10.00 horas da manhã um grupo de alunos do ensino secundário, da Escola Pinhal do Rei , acompanhados da diretora do agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente, professora Ligia Almeida, estiveram presentes na Sessão Solene Comemorativa do 40º Aniversário do Poder Local Eleito, integrada nas Comemorações do 25 de Abril de 1974, no Salão Nobre dos Paços do conselho.A sessão contou com a intervenção dos partidos políticos, dos movimentos representados na Assembleia Municipal e de jovens alunos dos agrupamentos de escolas do conselho. O nosso agrupamento fez-se representar pelas alunas Margarida Reçonha Marques e Ana Raquel Tavares Frade, com um poema e um texto de autoria das mesmas.
Passamos a apresentar as respetivas intervenções:
Revolução
Posso eu gritar
“Eu sou livre”
Posso até escrever
“Eu estou aqui
e tenho esse direito!”
E o que me acontece?
Prendem-me?!
Só por dizer o que penso.Não!
Não o podemos permitir.
Temos que gritar,
temos que intervir!
Só vejo uma solução
que nos livre desta prisão!
A Revolução!
Isto sim, irá libertar-nos desta tensão.
Há quem aguente isto
embora lhes custe muito
mas não!
Não temos que viver
nesta desigualdade infinita.
Revolução!É o que irei eu fazer
por mim,
por todos.
Poderei eu sofrer
consequências graves?
Sim!
Mas eu faço-o
Faço-o por mim
Faço-o por todos
Faço-o pelo país!
Viva, viva o 25 de abril
Viva a Revolução!
Poema de Margarida Marques – 10ºA
25 de abril e os 40 anos das eleições autárquicas
É estranho pensar que há pouco mais de quarenta anos as pessoas ainda viviam reprimidas pelo terror da ditadura, impedidas de se expressar a tantos níveis, silenciadas, envolvidas na escuridão que todos os regimes ditatoriais constroem. Muito mudou graças a um grupo de pessoas que há exatamente 42 anos decidiu alterar o desgraçado rumo que o nosso país tomava, impondo a sua vontade, que era, na verdade, a vontade do povo, é a eles que temos de agradecer a nossa liberdade.
O caminho aberto pelos “capitães de abril”, que nos levou à democracia, deu-nos liberdade de expressão, de reunião, de participação e de intervenção direta e plena na vida política, económica e cultural da nossa sociedade, permitindo a descentralização do poder e a valorização do poder local.
É pois digno de ser celebrado este quadragésimo aniversário das eleições autárquicas já que, quando foi, pela primeira vez, concedido a todos os cidadãos (e todos sem exceção) o direito de votar e eleger o poder autárquico, se iniciou um irreversível processo de transformações no nosso país, que levou à concretização do ideal de proximidade das populações aos seus representantes, e consequentemente à melhoria das condições de vida de todos os portugueses. Para além disso, veio ainda a possibilidade de se ser eleito e contribuir para um Portugal, e para um meio melhor.
Todos temos “direito a ter direitos”, e, hoje, enquanto cidadãos conscientes, devemos continuar a refletir e agir individual e coletivamente, para que a nossa sociedade se transforme tendo sempre como horizonte o respeito pelos direitos humanos fundamentais, nomeadamente os valores da igualdade, da democracia e da justiça social. E devemos, acima de tudo, respeitar e honrar o esforço e a coragem dos que viraram do avesso a situação política de Portugal, exercendo sempre o direito de voto, visto que se trata de uma obrigação cívica, para nós, enquanto cidadãos, participar na vida política, quer com o voto, quer com a atividade política em si. Só assim se alimenta uma democracia.
Bem hajam todos aqueles que levantaram e continuam a levantar a sua voz, por uma sociedade democrática cada vez mais livre, justa e equitativa, porque agora somos livres!
Texto de Ana Raquel Frade – 11ºA

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